Shopee
2024 × 2025
+ 1ºT 2026
Concorrentes e mercado · Brasil
O que esta análise responde
- 01Panorama da categoriaInvestimento total · Share of spend
- 02TV AbertaSOV · Emissoras · Secundagem · Day part · Gênero
- 03Pay TVSOV · Grupos · Secundagem · Day part · Gênero
- 04TV MerchandisingRanking · Emissoras · Day part · Gênero
- 05Aprendizados estratégicosLeitura por marca · Oportunidades
- 061ºT 2026 vs 1ºT 2025Atualização contínua · Meios + TVA + Merchandising
- 07Anexos técnicosMetodologia · Negociações · Glossário
Panorama
da categoria
Quanto a categoria investiu, como evoluiu vs. 2024 e onde cada player se posiciona em share of spend.
A categoria cresceu +19,5%
em 2025.
A categoria de ecommerce ampliou em R$ 408 MM seu investimento publicitário em 2025. O crescimento foi puxado por Mercado Livre (+64%) e Mercado Pago (+106%) — enquanto Magazine Luiza, Casas Bahia e Americanas reduziram. Amazon cresceu modestamente (+8%).
Picos de novembro refletem Black Friday.
A categoria realocou para OOH em 2025 — TV Aberta segue como pilar (49%).
OOH dobrou (8% → 20%) e Search caiu (20% → 12%) — categoria realocou verba de digital de performance para mídia exterior. TV Aberta, Merch e Pay TV permaneceram estáveis. Outros agrupa Display Desktop, Vídeo+Display Mobile, Rádio, Cinema, Jornal e Revista (cada um < 2%).
Mercado Livre consolidou a liderança.
Saltou de 23% para 36% do share, abrindo distância dos demais. Shopee preservou os 15% históricos.
Crescimento concentrado no topo da categoria.
| Rank 2025 | Player | 2024 · R$ MM | 2025 · R$ MM | Δ % | Share 2025 |
|---|
*Amazon: exceto Amazon Prime Vídeo e Amazon Music. TikTok excluído da análise — ver nota sobre TikTok no fechamento.
A categoria cresceu +R$ 408 MM (+19%) de 2024 para 2025. Esse crescimento líquido é a soma dos avanços menos as quedas dos players — o referencial para entender o peso de cada movimento abaixo.
Mercado Livre sozinho representou 86% do crescimento líquido da categoria.
Manteve trajetória positiva: +14% ao passar de R$ 338 MM para R$ 385 MM.
Shopee é a única do top que aposta em Pay TV — e a única fora do OOH.
- Shopee tem share mais voltado para TV no geral versus seus concorrentes: 91% do investimento concentrado nos 3 formatos de TV (TVA 59% · Pay TV 22% · Merch 9%) em 2025 — nenhum concorrente passa de 73%.
- Pay TV é território Shopee: 22% do mix em 2025, contra ≤2% em todos os demais. É o único diferencial estrutural sustentado entre os players da categoria.
- OOH explodiu na categoria (11% → 21%), puxado por Mercado Livre (15%→30%), Mercado Pago (8%→25%) e Casas Bahia (3%→25%) — Shopee mantém zero OOH.
- Digital perdeu peso na categoria (22% → 14%) — Amazon, Meli e Magalu reduziram, redirecionando verba para OOH.
- Merchandising segue como pilar para Mercado Pago (22%) e Mercado Livre (15%) — Shopee mantém 9%, estável, sem ampliação no formato.
TV Aberta
Investimento, GRP e Share of Voice. Onde Shopee aparece de forma diferente dos concorrentes — emissoras, secundagem, day part e gênero de programação.
TV Aberta segue como 49% do investimento da categoria.
R$ 1,24 BI investidos em 2025 (+19% vs. 2024), gerando 96 mil pontos de GRP domiciliar — crescimento de +16% em volume.
Mercado Livre vence o pico de novembro;
Shopee distribui mais ao longo do ano.
Globo segue dominando, mas Shopee é a marca mais diversificada do top.
- Globo concentra a maior parte do GRP de todos os players da categoria — média acima de 70% em 2025.
- Shopee é a marca mais diversificada do top: 67% Globo, 16% Record e 15% SBT em 2025 — única marca com presença relevante nas três principais emissoras.
- Magalu e Casas Bahia também diversificaram em 2025: Magalu dobrou Record (5%→38%); Casas Bahia ampliou Record e SBT.
- Amazon e Americanas seguem como compradoras quase exclusivas de Globo (acima de 92%) — estratégia de concentração no líder.
- Mercado Livre reduziu Globo (86%→73%) e expandiu Record (7%→17%) — leve diversificação na liderança.
A assinatura tática de Shopee: 10 segundos.
- 40% do GRP de Shopee veio de inserções de 10s em 2025 — formato que praticamente nenhum concorrente direto usa.
- Casas Bahia foi o único a acompanhar a aposta em 10s (33%) — assinaturas curtas de reforço de frequência.
- Mercado Livre, Magalu e Americanas seguem ancorados em 15s e 30s — padrão clássico de mensagem completa.
- Amazon migra para formatos cada vez mais curtos: 40% em 5s e 53% em 15s — alta cobertura, baixa profundidade.
- Trade-off de Shopee: presença/frequência > profundidade da mensagem — economia de CPP via volume.
Shopee busca eficiência, buscando no vespertino maior rentabilidade.
- Shopee é o player com maior peso no Vespertino: 39% em 2025 — bem acima da média da categoria (30%).
- Em troca, Shopee tem o menor share Noturno do top (45%) — fugindo do prime caro da Globo.
- Mercado Livre, Magalu e Amazon seguem com o Noturno como base — 47–65% do GRP no horário nobre.
- Mercado Livre é o mais concentrado no Noturno (65%) — estratégia clássica de prime + novelas.
- Casas Bahia e Americanas migraram volume para o Noturno em 2025 — reagindo à crise de share.
Novela continua sendo a casa de Shopee; Reality é território de Meli.
- Novela é a casa de Shopee: 49% do GRP em 2025 — maior peso da categoria nesse gênero.
- Mercado Livre divide entre Novela (43%) e Reality (15%) — único player relevante em Reality TV.
- Amazon migrou pesado para Futebol em 2025 (26% vs 13% em 2024) — efeito Prime Video / streaming.
- Magalu ampliou Jornalismo (31%→43%) — perfil mais defensivo, hard sell.
- Casas Bahia e Americanas seguem ancorados em Novela + Jornalismo — perfil conservador.
Pay TV
Shopee mantém posição de liderança em GRP — e fez sua maior realocação tática do ano, migrando volume para Globo.
Shopee responde por 68% de todo o GRP Pay TV da categoria.
Shopee tem volume de GRP Pay TV 239% superior ao Mercado Livre — asset competitivo distinto na categoria.
Shopee migrou +13pp para Globo em Pay TV — saindo dos nichos premium.
- Shopee é a única que se espalha por todos os grupos: 29% Globo, 23% Turner, 34% Outros, 5% Disney, 8% A&E e 1% CNN em 2025 — perfil radicalmente diversificado.
- Shopee migrou +13pp para Globo (16%→29%), reduziu Disney (13%→5%) — saiu dos nichos premium para grupos com maior alcance.
- Mercado Livre é praticamente 100% Globo em Pay TV — escolha por escala em vez de afinidade.
- Amazon é exclusivamente Globo (100% em 2025) — concentração total no grupo líder.
- Mercado Pago divide entre Globo (63%) e Outros (37%); Casas Bahia distribuiu entre Globo (32%) e Outros (68%).
Em Pay TV 2025, Shopee traz maior equilíbrio entre as secundagens: aumento do uso de 15" e 10". Meli concentra em patrocínio (retorno de BBB).
- Em Pay TV, Shopee inverte a estratégia: 47% em 30s + 20% em 15s — mensagem completa para audiência mais qualificada.
- 10s ainda é relevante em Pay TV (28%), mas o peso de 30s domina — diferente de TV Aberta.
- Mercado Livre concentra em 5s (85%) — formato de alta frequência e baixo custo.
- Amazon usa massivamente 5s (83%) — abordagem de pure reach.
- Casas Bahia divide entre 5s (55%) e 30s (45%) — estratégia híbrida.
Em Pay TV, Shopee é o mais bem distribuído entre tarde e noite.
- Shopee é o player mais bem distribuído em Pay TV: 46% Vespertino + 44% Noturno em 2025 — equilíbrio quase perfeito.
- Mercado Livre concentra no Noturno (61%) — replica padrão de TV Aberta.
- Amazon mudou drasticamente: 100% Noturno (2024) → distribuído nos 4 dayparts (2025).
- Casas Bahia migrou para Noturno (85%) em 2025 — abandonou Matutino.
- Shopee é o único com presença consistente nos 4 dayparts em ambos os anos — estratégia de always-on.
Série e Filme são a casa de Shopee em Pay TV.
- Shopee em Pay TV é Série (40%) + Filme (20%) + Esporte (10%) — perfil de entretenimento premium.
- Mercado Livre é praticamente um player de Reality Show: 80% do GRP em 2025.
- Amazon mudou completamente: 100% Jornalismo (2024) → 88% Futebol (2025) — virada estratégica via streaming.
- Shopee adicionou Futebol (7%) e ampliou Reality (15%) em 2025 — diversificação de gêneros.
- Casas Bahia foca em Jornalismo (68%) e Musical (32%) — perfil institucional/promocional.
TV Merchandising
Categoria recuou 18% em GRP. Shopee subiu para 2º lugar, com uma virada radical na grade de programas e horários.
Mercado Livre assumiu a liderança;
Shopee subiu para o 2º lugar.
+17% em GRP Merch — único movimento positivo no top 3.
Magazine Luiza perdeu liderança (-61% GRP) e Casas Bahia recuou -95%. Mercado Pago saltou +156% em GRP e dobrou investimento (R$ 18 → R$ 37 MM), refletindo entrada agressiva no formato — movimento que se intensifica em 2026 com a estreia no BBB.
A categoria total recuou -18% em GRP Merch — sinal de retração orçamentária no formato como um todo.
Em Merch, Globo é monopólio da categoria; Casas Bahia foge pra Band.
- Globo é monopólio do Merch: média da categoria fica em 93% em 2025 — alavancagem do break commercial.
- Shopee migrou +18pp para Globo (73%→91%) — abandonou apostas em SBT (25%→7%).
- Casas Bahia foi a única a fugir da Globo: 70% Bandeirantes + 30% Record em 2025 — estratégia de custo.
- Mercado Livre, Magalu, Amazon e Americanas seguem 86–95% Globo — quase nenhuma diversificação.
- Em Merch, a barreira de entrada das demais emissoras é alta — Globo concentra os formatos relevantes.
Shopee ampliou Vespertino e Matutino em Merchandising.
- Shopee diversificou o Merch em 2025: Vespertino subiu de 3%→23% e Matutino cresceu de 22%→30% — diversificação tática para horários de maior afinidade com decisora.
- Mercado Livre concentrou ainda mais no Noturno (66%→72%) — reforço do prime.
- Casas Bahia migrou pesado para o Vespertino (7%→57%) — estratégia de horários alternativos.
- Amazon ainda concentra no Noturno (97%) — replicando padrão de TV Aberta.
- Magalu e Americanas seguem o padrão noturno como base — sem grandes mudanças entre os anos.
Cada marca tem seu gênero de merchandising.
- Shopee divide Merch entre Auditório (48%) e Novela (39%) — duas casas tradicionais do break commercial.
- Mercado Livre é Reality Show puro (66%) — perfil disruptivo, BBB-like.
- Magalu é dominado por Auditório (92%).
- Casas Bahia divide entre Variedades (57%) e Reality (30%) em 2025 — perfil de afinidade popular.
- Cada player ocupa um nicho de gênero distinto em Merch — diferente do que vemos em TV Aberta.
Aprendizados
estratégicos
O que cada marca fez ao longo do ano · Onde estão as oportunidades para Shopee em 2026.
Cada marca jogou um jogo distinto em 2025.
Quem encolheu, quem cresceu e o caso TikTok.
Eficiência contida
vs. crescimento de share.
A combinação 10s + Vespertino + Novela é eficiente e única — sustenta awareness existente com CPM baixo. Mas é contida. Para acelerar share em 2026, Shopee tem menos pontos de audiência massiva (BBB, Futebol, Domingão) — onde os concorrentes diretos estão concentrando esforços.
Shopee construiu um modelo de mídia eficiente — e a Copa SBT 2026 pode ser o momento de transformar essa coerência em escala.
1ºT 2026
vs 1ºT 2025
Atualização contínua · Os três primeiros meses de 2026 já redesenharam o tabuleiro.
A categoria acelerou R$ 328 MM no 1ºT 2026 — crescimento generalizado, com todos os players ampliando investimento. Destaques: Mercado Pago (+430%) e Americanas (+214%) entrando com força; Amazon (+125%), Casas Bahia (+67%) e Magalu (+47%) também subindo. Shopee cresceu mais devagar (+14%) — perdendo share no momento de maior aquecimento.
Mercado Pago multiplicou por 5× — entrada agressiva via BBB. Mercado Livre, Magalu e Amazon mais que dobraram. Shopee cresceu menos (+14%).
Todos os meios cresceram — mas OOH explodiu.
+334% (R$ 28 → R$ 120 MM) — o salto mais expressivo da categoria; Meli e Amazon ancoram esse crescimento.
TVA é o motor em valor absoluto (R$ 212 → R$ 363 MM, +71%), puxado pelo BBB. Merch também acelera (+77%) e Pay TV cresce moderado (+24%). Digital quase parado (+11%).
A categoria não migrou de meio — ampliou todos. Mas OOH foi onde o gap relativo foi maior.
A categoria mudou de ritmo — Shopee manteve o seu.
- A categoria saltou +71% no 1ºT 26 (R$ 463 → R$ 790 MM), mas o crescimento se concentrou em escolhas específicas por player: Mercado Pago foi para Globo+BBB, Casas Bahia para Record/SBT, Meli e Amazon para OOH.
- Shopee cresceu +14% — abaixo da média, mas mantendo equilíbrio entre meios (TV Aberta +6%, Merch +56%, OOH estreante +R$ 4 MM, Pay TV estável).
- Enquanto a categoria reagiu ao calendário (BBB, Carnaval, festas), Shopee preservou seu padrão de eficiência — Globo vespertino, Pay TV diversificada, Merch tático em matinais.
- Movimento é diferente de momentum: gastar mais não significa estar onde rende mais — a categoria gastou +R$ 328 MM concentrados em poucos pontos caros.
R$ 173 MM em 3 meses entraram no mesmo programa.
- O BBB 26 concentrou R$ 173 MM (≈22% do investimento total da categoria no 1ºT 26) em apenas dois anunciantes: Mercado Livre (R$ 97 MM) e Mercado Pago (R$ 76 MM — estreia).
- Casas Bahia, Magalu, Amazon e Americanas optaram por não competir no programa — buscaram alcance em Record/SBT em programas populares ou OOH.
- Shopee fez presença mínima (R$ 1,1 MM em break TVA, zero em Merch) — coerente com sua tese de comprar onde a relação alcance × custo é favorável, não onde o preço é inflacionado pela disputa.
- O ecossistema Meli (Meli + Mercado Pago) ampliou a vantagem: do gap de R$ 274 MM ao longo de 2025 para uma concentração inédita já nos 3 primeiros meses de 2026.
- A pergunta estratégica não é "como entrar no BBB" — é o que o BBB esconde de oportunidade enquanto todos olham para lá.
A categoria descobriu OOH em 2026 — Shopee escolheu uma porta específica.
- OOH foi o segundo grande movimento da categoria no 1ºT 26: +R$ 92 MM somando todos os players — Meli e Amazon na frente, broad e massivo.
- Shopee fez sua primeira entrada relevante em OOH (+R$ 4,3 MM, de R$ 0,4 → R$ 4,8 MM), em escala compatível com o perfil de eficiência da marca.
- Diferencial estrutural: Shopee tem rede de pontos de coleta, dados de geo-densidade de pedidos e perfil próximo do consumidor final — OOH pode ser segmentado, não massivo.
- Não se trata de igualar volume Meli em OOH — trata-se de OOH onde converte: corredores logísticos, regiões de alta densidade de entregas, complemento ao perfil digital-first.
- Mercado Pago foi o único a reduzir OOH (-R$ 6 MM) — migrou tudo para TV/BBB. OOH massivo não é unanimidade na categoria.
O calendário 2026 da categoria — três palcos distintos.
- Meli fez do entretenimento o eixo do ano: BBB (Globo, jan-abr) → Copa do Mundo via CazéTV/YouTube (jun-jul, R$ 185 MM/cota) → Música no segundo semestre — escala com custo otimizado pelo digital.
- Mercado Pago concentrou em BBB como estreia institucional (Anitta, dobro do prêmio) — sem grande evento-âncora confirmado pós-BBB, foco em ações táticas adaptativas.
- Amazon escolheu a Copa Globo TVA como evento premium (R$ 265 MM/cota) — alcance broad institucional, complementar à OOH pesada do 1ºT 26.
- Shopee mantém eficiência como princípio: Copa SBT como direito proprietário (custo bem menor que Globo/CazéTV), Pay TV diversificada, Globo vespertino.
- A lição da categoria: todos escolheram um "palco anual" — a diferença está no custo de entrada e na adequação ao perfil de marca.
Agora,
meio a meio.
A partir daqui, a leitura é por meio: TV Aberta, Pay TV e Merchandising — o que mudou em cada um no 1ºT 2026 vs 1ºT 2025.
No 1ºT 2026 a categoria acelerou OOH e cortou Search — mesmo padrão do anual.
OOH disparou no 1ºT 2026 (6% → 15%) e Search recuou (20% → 12%). TV Aberta segue em 46% e Merch em 19% — Merch tem peso maior no 1ºT do que no anual (efeito BBB jan–abr). Outros agrupa Display Desktop, Vídeo+Display Mobile, Rádio, Cinema, Jornal e Revista (cada um < 2%).
Shopee mantém o mesmo perfil — enquanto a categoria dobra a aposta em OOH.
- Shopee mantém o perfil: 83% em TV (TVA 54% · Pay TV 20% · Merch 9%) em 2026 — entrou em OOH (0.5%→4.5%) e Digital estável (10%).
- Pay TV segue como diferencial Shopee: 20% do mix em 2026 — Mercado Livre 1%, Magalu 3%, Amazon <1%. Nenhum concorrente sustenta presença na mídia.
- OOH explodiu na categoria: 7%→16%, puxado por Meli (0.7%→21%), Amazon (13%→34%) e Americanas (10%→19%). Shopee abriu a porta com 4.5%.
- Mercado Pago virou: 61% OOH em 2025 → 7.5% em 2026, migrou para Merchandising (37%) e TV Aberta (49%) — perfil totalmente reformulado.
- Digital perdeu peso na categoria (22%→15.5%) — Amazon e Casas Bahia reduziram com força para abastecer OOH.
A categoria acelerou +72% em investimento TVA no 1ºT 2026. Shopee cresceu só +6%.
Comparação 1ºT 2026 vs 1ºT 2025 (jan+fev+mar de cada ano). Enquanto Mercado Pago, Casas Bahia, Americanas e Magalu explodiram, Shopee manteve patamar próximo ao do trimestre anterior — única do topo sem aceleração proporcional ao mercado.
Mercado Pago +676%. Casas Bahia +523%. Shopee −1%.
Única do top sem aceleração no 1ºT 2026. GRP TVA −1% — enquanto a categoria avançou +107%.
Mercado Pago saltou +676% em GRP TVA — entrou de forma agressiva dividindo cotas de BBB com Mercado Livre. 2026 foi o ano em que MP foi mais privilegiado do que Meli no BBB. Casas Bahia (+523%), Americanas (+198%), Magalu (+140%) e Amazon (+138%) também aceleraram. Apenas Meli (+24%) cresceu em ritmo mais modesto.
Diversificação de Shopee se mantém; Casas Bahia migra para Record/SBT.
- Shopee mantém a diversificação: Globo 69% · Record 17% · SBT 13% — assinatura tática preservada, ganho leve em Globo (+7pp).
- Casas Bahia abandonou Globo: 100% Globo em 2025 → Globo 14%, Record 47%, SBT 40% em 2026 — fugindo de inflação Globo.
- Mercado Livre concentrou ainda mais em Globo (89%→81%) — Record subiu para 15%, possivelmente BBB.
- Mercado Pago migrou pesado para Globo (51%→83%) — alinhado ao patrocínio do BBB pelo grupo Meli.
- Amazon: praticamente monomarca Globo (100%) — fim da diversificação que tinha em 2025.
Shopee dobra a aposta em 10s: 54% do GRP em formatos curtos.
- Shopee intensificou a estratégia 10s: de 30% (2025) para 54% (1ºT 2026) — recorde absoluto da categoria.
- Os 15s praticamente sumiram do mix Shopee (de 28% para 0%) — o player está apostando tudo em frequência via curto.
- Mercado Pago migrou para 5s (9%→63%) — mensagem ultra-curta, alta cobertura, modo "lembrancinha".
- Casas Bahia adotou 5s+10s (84% do mix) — imitando padrão Shopee, talvez por pressão de CPP.
- Mercado Livre seguiu equilibrado em 5s e 15s — diversidade tática mantida.
Shopee preserva o vespertino (36%) — coerência tática 2024/25/26.
- Shopee é a marca mais vespertina do top: 36% no 1ºT 2026 — alinhado a 2025 (38%) e 2024 (34%).
- Casas Bahia também migrou para o vespertino (28%→37%) — replicando padrão Shopee.
- Mercado Livre intensificou matutino (12%→21%) — possivelmente jornalismo matutino na Globo.
- Amazon e Magalu seguem concentradas no noturno (53–65%) — padrão clássico de novela.
- O vespertino segue sendo o "território Shopee" — daypart de CPM mais barato e novela das 18h.
Novela continua sendo a casa de Shopee — agora ainda mais (54%).
- Shopee aprofundou novela: de 45% (2025) para 54% (1ºT 2026) — concentração tática ainda maior.
- Mercado Livre diluiu Reality (42%→26%) — distribuiu mais para Novela (32%→35%) e Jornalismo (7%→16%), reduzindo a centralidade do BBB no mix.
- Mercado Pago estreou em Reality (0%→28%) — entrada direta no BBB como cota máster, confirmando o ecossistema Meli.
- Amazon estreou em Esporte (0%→12%) e manteve Futebol (17%) — preparação para Copa do Mundo.
- Magalu migrou para Jornalismo (36%→43%) e cresceu em Futebol (3%→9%) — diversificando para esportes.
Shopee lidera Pay TV — gap atual é janela BBB.
Shopee cresceu +14% em GRP e segue líder. Mercado Pago (de 0 → 1.080 GRP) e Meli (921 GRP) elevaram presença na janela BBB (jan–abr) — quando o reality acaba, a tendência é refluxo. O share Shopee caiu de 52% → 36% não por recuo, mas por pico sazonal dos concorrentes em Pay TV.
Janela BBB encerra em abril/26. A partir de maio, leitura provável é Shopee retomar share próximo aos níveis históricos (68% em 2025).
Enquanto Meli e MP concentram 100% no Grupo Globo, Shopee se espalha em 6 grupos premium.
- Shopee é o único player com cobertura multi-grupo: Warner Bros Discovery 30%, Grupo Globo 28%, Disney 17%, Sony/NBC 13%, A&E 6%, CNN 4%.
- Meli e Mercado Pago: 100% Grupo Globo — concentração no Multishow (BBB), via Globosat.
- Magalu também segue 88% Grupo Globo. Amazon e Casas Bahia presença marginal.
- Shopee preserva diversificação: em 2025 já tinha 5 grupos relevantes (Warner 35%, Globo 34%, Sony 16%, A&E 8%, Disney 5%) — em 2026 amplia Disney (5%→17%) e CNN (1%→4%).
- Leitura: Shopee constrói alcance via diversidade premium — Meli/MP dependem de um único ponto âncora.
Shopee distribui em gêneros e vespertino; concorrentes concentram em Reality + Noturno.
Shopee distribui em Série (32%), Futebol (18%), Reality (15%), Filme (14%) e Novela (6%) — perfil de diversificação. Meli e MP concentram quase tudo em Reality (90% e 85%) — efeito BBB.
Shopee é a única vespertina (45%); demais (Meli 66%, MP 65%, Magalu 77%) concentram no Noturno — consistente com o territory Shopee de TVA (vespertino + novela).
Categoria Merch cresceu +58% em GRP. Quem puxou foi Mercado Pago + Shopee.
Meli (607 GRP) + Mercado Pago (392 GRP) somam 999 GRP em Merch no 1ºT 2026 — 4,8× a Shopee.
Shopee subiu +71% em GRP Merch (121→207) — entre os poucos que aceleraram no formato. Mercado Pago disparou +2.677% (14→392), entrando com força. Meli avançou +5% (579→607) e Magalu recuou −35%. A categoria como um todo cresceu +39%, mas o ecossistema Meli (Meli + Mercado Pago) ainda domina o BBB.
Para Shopee, Merch deixou de ser opcional — é o palco do BBB 2026, com investimento ativo dos competidores diretos.
Globo segue quase monopólio; Casas Bahia migrou 100% para Band/SBT.
- Globo concentra o Merch: média 90% no 1ºT 2026 — formato segue dominado pela líder.
- Shopee em 90% Globo + 6% Record + 4% SBT — diversificação mínima, em linha com 2025.
- Casas Bahia abandonou a Globo em Merch: 78% SBT + 22% Band no 1ºT 2026 — estratégia de custo.
- Mercado Pago: 99% Globo — concentração total para sustentar Estrela da Casa/BBB.
- Magalu diversificou Record (8%→38%) — novo formato em Domingo Espetacular ou similar.
Shopee virou marca de manhã em Merch (54% Matutino).
- Shopee diversificou para o Matutino: 30%→54% — busca de audiência feminina decisora, fora da disputa do Noturno.
- Mercado Livre concentrou ainda mais no Noturno (89%→98%) — BBB no horário nobre.
- Mercado Pago: 94% Noturno no 1ºT 2026 — reforço total do BBB pelo grupo Meli.
- Magalu manteve perfil Noturno+Vespertino (62%/28%) — Domingão e novela.
- Amazon migrou 100% para Matutino — possivelmente "Bem-Estar" ou similar.
Reality Show é território de Meli+MP (94–99%) — Shopee concentra em Auditório, Variedades e Novela.
- BBB virou patrimônio Meli/MP: Mercado Livre 99% Reality, Mercado Pago 94% Reality — concentração quase total.
- Shopee diluiu mais o Auditório/Novela (48/39 → 51/21) — entrou em Variedades (27%).
- Magalu dominado por Auditório (59%) + Esporte (20%) e Variedades (10%).
- Casas Bahia migrou para Cultural (78%) — possivelmente Programa do Ratinho ou similar.
- Amazon: 67% Variedades + 33% Auditório — perfil diferente, possivelmente Mais Você ou similar.
Não é Shopee vs Mercado Livre.
É Shopee vs Ecossistema Meli.
No 1ºT 2026, Mercado Livre e Mercado Pago investiram R$ 274mi combinados em TVA+Merch — contra R$ 66mi de Shopee. Um gap de 4,1×.
Embora sejam anunciantes independentes do ponto de vista contábil, no consumidor a percepção é uma só: a Meli/Mercado Pago está em todo lugar. BBB, Globo prime, novela. Shopee disputa share com um competidor que tem o dobro do alcance financeiro do que o vinculado historicamente.
BBB terminou em abril.
Copa começa em junho.
A grande janela de Shopee em 2026 é o segundo semestre. Com o fim do BBB, Meli/MP perdem o palco principal. E Shopee é patrocinadora oficial da Copa SBT — sem disputar com Meli ou Mercado Pago, que não patrocinam a Copa.
Três alavancas para retomar share.
Copa SBT como âncora
Reforçar presença no SBT durante a Copa (jun–jul). Patrocínio é hoje territorialmente exclusivo entre os marketplaces que disputam Shopee. Concentrar 25–30% do plano TVA do semestre nesta janela.
Intensificar 15" e 30"
A migração para 10s (54%) maximiza frequência mas sacrifica profundidade de mensagem. Mais tempo para explorar histórias e conteúdo — em momentos de evento (Copa, Black Friday), 30s pode comunicar diferencial e oferta, não só assinatura.
Síntese · Não se trata de gastar mais. Trata-se de gastar onde Meli não está — e onde a Shopee tem direito proprietário (Copa SBT).
Nota metodológica: análise baseada em GRP e investimento. Alcance efetivo provável é maior em Meli/Amazon devido ao mix Globo-pesado — recomenda-se simulação de mídia pós-buy para mensurar gap real de alcance efetivo (3+) vs Shopee.
Anexos
técnicos
Metodologia · Negociações aplicadas · Glossário das métricas usadas nesta análise.
Da monitoria bruta aos números com negociação estimada, em linha com o mercado. Utilizamos o mesmo padrão de negociação para todos os players, uma vez que não sabemos qual é a negociação de cada player e não seria justo utilizar o nosso desconto.
Vocabulário técnico da monitoria de mídia.
Análise anual
concluída
Cliente · Shopee
Período · 2024 × 2025 + 1ºT 2026
Maio · 2026